Filosofia de Compreensão

E para começar bem essa semana vamos ao 26º Episódio Diário do espírito de luz Joanna de Ângelis.



No transcurso de um dia, não faltam motivos para revides, agressões, quedas morais.
Uma pessoa desatenta choca-se contigo e não se desculpa.
Outra, irreverente, diz-te um doesto e segue, sorrindo.
Mais alguém, em desequilíbrio, não oculta a animosidade que lhe inspiras.
Outrem mais, de quem sabes que te censura, e, mentindo contra ti, acusate, levianamente...

Tens vontade de reagir.
“Também sou humano” — costumas pensar.
Somente que reações semelhantes àquelas não resolvem o problema.
Deves nivelar-te às pessoas, pelas suas conquistas e títulos de enobrecimento, numa linha superior, e não pela sua mesquinhez.


Ninguém passa, na Terra, sem provar a taça da incompreensão.
Cada qual julga os outros pelos próprios critérios, mediante a sua forma de ser, como é natural.
O que se não possui, é desconhecido; portanto, difícil de identificado noutrem.


*


Não é necessário que se te despersonalizes evitando apresentar-te conforme és.
Faz-se mister que te superes vencendo a parte negativa do teu caráter, aquela que censuras nos outros.


Lapidando as tuas arestas, tornar-te-ás melhor e mais feliz.
Aqueles que são exigentes, que gostam de aclarar tudo, resolver as situações que lhes surgem, padecem de distúrbios emocionais, sofrem ulcerações gástricas e duodenais, vivem indispostos.
Será que esses perturbadores e insolentes do caminho merecem que te desarmonizes?
Segue em paz, durante todo o teu dia, e arrima-te na filosofia da compreensão e da solidariedade, ajudando-os, sem reagires contra eles.

Isto será melhor para ti e para todos.


Divaldo Pereira Franco
Pelo espírito Joanna de Ângelis 
 (Episódios Diários)

O estranho cansaço





 "Quando você estiver pensando: nas hostilidades do mundo... nas aflições capazes de surgir... nos erros das pessoas queridas... na desorientação de algum parente... nos críticos que lhe observam a estrada... na angústia que lhe ensombra o coração... no desprezo de que se crê vítima... nas ingratidões que supõe haver sofrido... na deserção de algum ente amado... nos seus próprios desejos desatendidos... não se admita em doença grave, nem julgue que você esteja querendo socorrer o mundo ou melhorá-lo. Com semelhantes problemas você apenas demonstra que se cansou de estar unicamente em si mesmo, na concha do "eu", que se isola.Quando isso estiver acontecendo consigo, você tão somente sofre de cansaço emocional e, para curar-se, basta uma indicação: busque esquecer-se, fuja de si mesmo, reflita nos problemas dos companheiros em dificuldades maiores dos que as nossas e procuremos trabalhar."

André Luiz psicografado por Chico Xavier

Livro: Respostas da Vida

O mundo precisa de mais amor...



Tu, que nos convidaste para o banquete da Boa Nova, embora não dispuséssemos da túnica nupcial, aceitamos a invitação, e aqui estamos. 

Tu, que nos convidaste para trabalhar na Tua vinha, embora não tivéssemos condições hábeis para o bom serviço, e assim mesmo nos aceitaste. 

 Tu, que nos foste buscar perdidos no abismo, depois que tresmalhamos do Teu rebanho, e a ele retornamos. 

 Tu, sublime amigo dos desventurados, que nunca Te cansaste de chamar-nos ao seio da Tua misericórdia, em nome de Deus, e sempre acompanhas o nosso sucesso dominado pela compaixão, novamente abres os Teus braços, para que repousemos no Teu regaço.

Jesus! Temos sede de paz. Anelamos pelo encontro com a saúde integral que somente existe no Teu afável coração. Permite que, deste conúbio em que desces até nós, e nos mimetizas com as Tuas energias santas, possamos representar-Te em qualquer lugar por onde deambulemos, dizendo a todos que somos os Teus discípulos, fracamente fiéis, carregando o madeiro das próprias aflições.

Jesus, Tu que nos amas, ajuda-nos a aprender a amar, de tal forma que a Tua presença em nós anule a dominação arbitrária das nossas paixões, e sejas Tu a dominar-nos interiormente, como um dia penetraste no Teu discípulo, o cantor das gentes, por intermédio de quem passaste a cantar a Tua mensagem. 

Segue conosco Senhor, e ajuda-nos a conquistar o nosso mundo interior para que o Teu reino se estabeleça em nós, e se prolongue por toda a Terra. Filhos da alma! Eia, agora! Não depois, nem amanhã, nem mais tarde.

O processo de transformação íntima deve começar neste instante, sem recidivas no mal, sem retorno às situações embaraçosas e perturbadoras. 

O Mestre conta conosco na razão direta em que contamos com Ele. Que brilhe, portanto, em nós, a luz que vem dEle, apagando por completo a treva teimosa que permanece nas paisagens do nosso coração.


Bezerra.
Mensagem psicofônica, recebida pelo médium Divaldo Pereira Franco,
no encerramento da sua palestra na noite de 2 de agosto de 2012, no Grupo
Espírita André Luiz, no Rio de Janeiro, Brasil.

Mensagem da semana!

Dez maneiras de amar a nós mesmos!



1 – Disciplinar os próprios impulsos. 
2 – Trabalhar, cada dia, produzindo o melhor que pudermos. 
 3 – Atender aos bons conselhos que traçamos para os outros. 
4 – Aceitar sem revolta a crítica e a reprovação. 
5 – Esquecer as faltas alheias sem desculpar as nossas. 
6 – Evitar as conversações inúteis. 
7 – Receber o sofrimento o processo de nossa educação.
8 – Calar diante da ofensa, retribuindo o mal com o bem. 
9 – Ajudar a todos, sem exigir qualquer pagamento de gratidão. 
10 – Repetir as lições edificantes, tantas vezes quantas se fizerem necessárias, perseverando no aperfeiçoamento de nós mesmos sem desanimar e colocando-nos a serviço do Divino Mestre, hoje e sempre. 

Francisco Cândido Xavier. 
 Da obra: Paz e Renovação.
 Ditado pelo Espírito André Luiz.

Necessário e Dispensável

Tanto tem se falado em sustentabilidade, última hora, ecologia e transição planetária. 

Que tal falarmos um pouco de um fator de extrema relevância nas implicações de distúrbios à natureza, que é o consumismo, através de palavras do espírito de luz Joanna de Ângelis?




O consumismo atual responde por muitos problemas.
As indústrias do supérfluo apresentam no mercado da vacuidade um sem-número de produtos desnecessários, que aturdem os indivíduos.
Estimulados pela propaganda bem elaborada, desejam comprar, mesmo sem poder, o que vêem, o que lhes é apresentado, numa volúpia crescente.
Objetos e máquinas que são o último modelo, em pouco tempo passam para o penúltimo lugar, até ficarem esquecidos em armários ou depósitos de coisas sem valor.

*
No entanto, se não fossem adquiridos, naquela ocasião, a vida perderia o sentido para quem os não comprasse.
Consumismo é fantasia, transferência do necessário para o secundário. O consumidor que não reflete antes de adquirir, termina consumido pelas dívidas que o atormentam.
*
Muita gente faz compras, por mecanismos de evasão.
Insatisfeitas consigo mesmas, fogem adquirindo coisas mortas, e mais se perturbando.
Enquanto grande número de indivíduos se afogam no oceano do supérfluo, multidões inteiras não possuem o indispensável para uma vida digna. Abarrotados, uns, com coisas nenhumas, e outros vitimados por terrível escassez.
São os paradoxos do século e do comportamento materialista-utilitarista da atualidade.
*
Confere a necessidade legítima, antes de te permitires o consumismo. 

Coisas de fora não equacionam estados íntimos. Distraem a tensão por um momento, sem que operem real modificação interior.
Quando o excesso te visite, reparte-o com a escassez ao teu lado. Controla e dirige a tua vontade, a fim de não seres uma vítima a mais do tormento consumista.



Divaldo Pereira Franco
Pelo espírito Joanna de Ângelis 
 (Episódios Diários)

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